Blog sobre tudo e sobre quase nada. Blog about everything and about almost nothing. O Blog está escrito em duas línguas para assim poder ser melhor compreendido por mais gente (logo recebendo mais visitas). This blog it's written in two different languages so it can be enjoyed by more people, all around the world.
terça-feira, junho 17, 2008
quarta-feira, abril 30, 2008
Atrasado
Prometo-te o céu.
Prometo-te embrulhar em abraços.
Sabes que serei sempre aquele que te vai abraçar a sério, sentir o que sentes, fazer o que pensas, amar-te como precisas.
Os dias passam, os anos também. As núvens aparecem e desvanecem. A noite cai. O dia nasce. Durante seis anos foi assim. Durante estes seis anos tens sido o meu sol nascente, tens sido a minha meta. Tens sido tu que tem ocupado as minhas imagens mentais, tens sido tu o motivo do meu medo - medo que não estejas bem, medo que não continues sendo minha (mas sei que sempre serás).
Agora, atrasado, escrevo este texto a relembrar o dia em que o futuro chegou; o dia em que construímos a eternidade.
Parabéns amor.
sábado, março 29, 2008
Notícias Bogueiras

segunda-feira, março 24, 2008
Fuga à excepção
Acho que desde que começámos este blog nunca falámos de política. Mesmo com medidas muito controversas, nunca critiquei o governo deste primeiro-ministro. Sempre me esforcei compreender.
Até hoje...
Não consigo compreender mais o porquê deste terrorismo social.
A princípio ainda pensei: «É difícil, mas temos de aceitar. O esforço é necessário. Temos de saber suportar porque tudo isto é para o bem do país e, mais importante, para o bem das pessoas...»
Mas acho que não consigo pensar mais assim. A compreensão tem limites e o governo está a falhar completamente em perceber que se o cidadão está insatisfeito, por melhor que seja a medida, talvez não valha a pena seguir esse caminho (ou seguir esse caminho dessa forma). Não quero parecer hedonista, mas se o povo não sente prazer no dia-a-dia, se não consegue ver que existe um objectivo em todas dificuldades, se o povo está infeliz, não vale mesmo a pena. Tanto quanto sabemos temos apenas uma vida (as diversas religiões podem discordar), valerá mesmo a pena passá-la em sofrimento, em dificuldade e insatisfação? Não!
Não estou a apelar ao facilitismo, até porque acredito que não existem soluções fáceis, mas há maneiras e maneiras de as alcançar.
Por exemplo: Todos sabemos que é importante contribuirmos para a sanidade fiscal do Estado, pagando impostos. Em Portugal os valores taxados são muito altos, quando comparados com o ordenado médio luso e com o resto da Europa; o preço da electricidade, da gasolina, da água e do gás são dos mais altos do U.E. As pessoas vão se queixando, mas o que fazer? Provavelmente há jogos de interesses e preços cartelizados, que (para infelicidade e vergonha minha) vejo-me obrigado a admitir que sem os quais o país não anda para a frente. Agora o problema é: Qual a necessidade de ultrapassar e pisar a dignidade dos portugueses? Serão todos os portugueses iguais perante a lei? Sim, são. E perante o governo? Não, não são.
- O esforço de uns não tem paralelo em sectores mais endinheirados da sociedade - não quero saber das balelas de que quem é rico, trabalhou e investiu muito para chegar onde chegou, esses têm muito dinheiro e fazem eles muito bem - mas não deveriam este ter um papel social muito (muitíssimo) mais activo?
- Para quê humilhar os portugueses através de medidas como a fiscalização dos gastos de casamento? O povo não merece ser insultado assim - todas as outras cobranças (IVA, IRC, IRS, etc., etc., etc.,) chegam;
- Não conheço o novo estatuto mas, estarão 100 mil professores errados e meia dúzia de governantes correctos?;
- Será que alguém já percebeu que esta cegueira em aproximar Portugal da Europa, está na realidade a afastar o povo português da realidade (económica e social) da Europa?
- É necessário qualificar o povo português, mas são impostas medidas de estandardização do ensino universitário público que, além de o tornar muito (mas muito) menos eficiente e muito mais pobre em termos curriculares, torna-o quase privado. Ninguém se atreva a dizer que é assim que se passa na Europa toda, porque a Europa toda não tem um ordenado médio tão baixo quanto o português;
- São criados organismos, que por muito úteis que seja, desrespeitam a alma portuguesa. Refiro-me à ASAE. Parece que está na moda falar mal da ASAE, mas acho que era necessário regular e fiscalizar algumas acções e práticas alimentares e económicas, mas, infelizmente, o caminho seguido é o do ultraje. Não existe qualquer necessidade de fazer o caminho desta forma. Quem gosta de comparações com a Europa, vá lá fora e veja a realidade alimentar e económica e depois compare com a realidade portuguesa;
- De quando em vez lemos, vemos e ouvimos situações de perseguição à liberdade de expressão e de opinião...
Muito mais haveria a dizer, mas pergunto-me: Para quê? Para quê matar Portugal? Portugal, o país enquanto entidade legal, histórica, social e económica, só existe porque nele vivem pessoas que se dizem portugueses e são esses que deve experienciar e viver a nação, é para esses que devemos trabalhar e não para a entidade "Portugal".
Já chega de asneiras, já chega de cegueira, já chega de terrorismo social.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Pesca
Ainda me lembro...
Naquele dia ia à pesca. Na mão esquerda um balde cheio de minhocas, na direita tinha uma cana. A cana, o fiel amigo do pescador de esgoto, é também, para muitos, um pau para bater nos maus. Para mim não! a cana é uma cena que os gigantes do mar usavam para tirar alcagoitas do nariz.
Bom, ia eu lançado a cantarolar um fadinho, quando por detrás de uma rocha saltaram 8 ninjas. Eu tipo, fiz que não era nada comigo! Vai de lá um deles diz assim: Oi tu passa para cá isso! e eu ai men tipo vergo-lhes um bico no meio da cara e o gajo ai ai ai e tipo os outros sete ninjas começaram a mandar-me estrelas de ninjas e espadadas! eu tipo zás mandeis um bico numa pedra q vou bué alto tipo perto das gaivotas e desceu a pico e caiu na cabeça deles todos. Mas depois veio um gajo que julgava que era o Rambo e eu tipo pensas que és o Rambo ou que? e ele Ya! e eu fónix! E ele Zuca! eu tipo cravo-lhe com um acordeão no meio da boca que ficou a vomitar fininho! tipo depois peguei numa cena e fui logo.
sábado, fevereiro 23, 2008
Quem não se lembra dos marretas…
A voz grossa do boneco, nas colunas do gira-discos da sala, era arrepiante.
Manah Manah
The question is: what is a manah manah?
The question is: who cares?
Ahahahah!!!
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
...
Lembras-te como era no início? Escrevíamos cartas, passávamos horas ao telefone, passávamos o dia a mandar sms's um ao outro. Depois, quando vim para Lisboa, não passávamos um dia sem nos vermos. Lembro-me que estava sempre fazer tudo de maneira a poder estar contigo o máximo de tempo.
Agora...
Às vezes penso nisso. Agora já não "perdemos" horas ao telefone, agora já não ganhamos marcas nos dedos de tanto teclar no telemóvel, já não escrevemos cartas um ao outro e já chegámos a passar mais de um dia seguido sem nos vermos.
Continuo a gostar de ti, cada vez mais. Infelizmente na altura não soube apreciar como devia e agora passo o tempo a "chorar" por esses momentos. Acreditamos que é "por um bem maior", que é pelo nosso futuro, que hoje estamos a sacrificar tempo pela escola, tempo por isto, tempo por aquilo, que temos que ter calma, que com determinação, sapiência e trabalho, melhores dias virão - porque o amor nunca morre. O amor nunca morre, o nosso nunca... modifica-se, cresce, aprofunda-se, mas o nosso amor nunca morrerá.
Agora que passaram seis anos, que tu já acabaste (e bem) o teu curso, que eu acabei o meu, agora que as verdadeiras provações começaram (e é previsível que aumentem) sinto ainda mais falta desses momentos... o que eu não dava para voltar atrás. O que eu não dava para acordar cedo, ir buscar-te ao comboio cedinho, irmos tomar o pequeno-almoço juntos, conversarmos, planearmos estes dias que agora abomino, cheirar o teu pescoço as vezes que quisesse, passearmos, em Belém, na Baixa, em qualquer lado... sim os tempos passam e o que lá vai, lá vai, mas, sabendo que tenho poucos argumentos lógicos, já estou farto. Eu queria que estivesses aqui, eu queria passar a ver-te sempre, eu queria poder dar-te beijinhos todos os dias.
Se quiseres, é só pedires, eu desisto do que quiseres e fazemos como quiseres, se isso significar estar mais tempo contigo. Mando a P-G às urtigas, mando o futuro que planeamos às silvas... quero lá saber! Queria era estar contigo mais tempo. De que me serve o melhor futuro do mundo, se depois fico a pensar que não aproveitamos os nossos melhores dias, juntos? Claro, os mais cépticos, os mais realistas (não é romantismo) e tu, dirás: mas é preciso dinheiro para se viver - de nada nos serve o maior amor do mundo, se não tivermos como nos alimentar. Sim é tudo verdade. Mas há maneiras e maneiras de conseguirmos o dinheiro. Nem todos podem ser investigadores ou engenheiras. O meu sonho, o meu sonho de verdade, é estar contigo. Se estou a fazer um trabalho que me preencha, tanto melhor, se não... que se lixe. Eu penso em ti e se suporto a maioria das coisas, é porque sei que assim és mais feliz. Mas a verdadinha é que por mim colocava duas hipóteses em cima da mesa:
1) Fugir - parece o ideal romântico expresso em 200 mil livros, mas já me pareceu mais improvável e mais inaceitável. Não sei para onde íamos, nem com que dinheiro íamos viver, mas parece-me uma hipótese. Claro que tínhamos de planear bem as coisas - também não sou assim tão estúpido. A nossa família ia sofrer e isso é o maior problema;
2) Definir - definíamos um lugar e só mandávamos o nosso currículo para lá. Se não conseguíssemos fazer o trabalho dos nossos sonhos, fazíamos outra porcaria qualquer.
Mas valia isso. Só queria era estar mais tempo contigo.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Ganda boga!!!
quinta-feira, outubro 11, 2007
Um
Já estou farto. Farto de escrever com regras, farto de pensar para além da acção, farto de ler e de desejar ler quando não estou a ler. Estou farto de olhar para trás e ver se coloquei todas as vírgulas. Estou farto de não ter coragem, coragem para escrever ‘tou’, coragem. Farto também já estou de me ouvir na minha cabeça a descrever o que vou fazer e o que faço e que irremediavelmente nunca sai como planeado.
Quando me fartar de escrever, talvez retome a leitura, para voltar a entediar-me com a sua companhia e voltar a dançar pela ponta da caneta. Movimentos oscilantes, movimento erráticos.
Eu não falo assim, julgo que nem sequer penso assim. Eu falo com o tal ‘tou’ e penso sem pontuação. Grito com a minha pronúncia, digo mal cada palavra que solto e deixo as palavras seguintes cortarem o discurso presente. Então se não falo assim, se não escrevo assim, quem estará a escrever isto por mim? Será a caneta? Será o papel? Talvez sejam as outras pessoas que passam, agitam o ar e aqui deixam seus hábitos.
Corte.
Vira a página e escapa-me a ponta. Mas a ponta regressa à minha mente, depois aos meus olhos e mais tarde à minha mão.
Ai tentação. Tentação de alterar um pensamento puro, que se constrói quando esvaziamos a caneta e deixamos que a escrita entre no papel. Atrapalhei-me. Olho para trás. Era apenas uma personagem de banda desenhada quem em casa é um psicopata. Não é de banda desenhada, é bonecagem portuguesa.
Já fugi e farto desta caneta ainda não estou. No entanto estou farto do pensamento, estou farto de fazer contas sem números e de juntar blocos que encaixam apenas de olhos fechados. Estou farto de me esforçar para compreenderem e me deixarem escrever. Momento.
Desejo.
Quero olhar para trás e lá ver o que fiz e nunca tinha feito, mas se o fizer vou contar – olhos fechados –, vou mentir e vou enganar, quando ninguém quer saber e ninguém ia notar. Apenas eu e eu era o único enganado, o enganador e o engano. Virei e quase nem notei quando o duplo maluco surgiu. Vestia de castanho-escuro. Vestes até aos pés, debruadas de rosas que eram linhas. Felicidade da alma que acreditamos ter, quando acreditamos em Deus com a boca, com o tronco, mas não com a mente. Só com o coração. Mas com o coração dos outros, porque o nosso ou não nos pertence ou não é religioso.
O meu outro eu está a chegar. Deseja olhar e pegar na caneta.
A pessoa mais estranha do mundo usa uma mochila da Betty Boop e interessa-se por Antropologia – curiosos – ou Sociologia.
À medida que o tempo passa unimo-nos e vamos ter saudades de estar longe. Ter saudade não é só estar junto em pensamento e desejar estar perto. Saudade é. Parei e não perdi.
Temo olhar a janela, olhar o corredor, olhar em frente, ver as horas, temo tudo, mas sei que não há nada a temer, pois o fim da linha é literalmente o fim da folha e aí tenho de sabe acabar.
sábado, outubro 06, 2007
quinta-feira, outubro 04, 2007
Pergunta existencial
quarta-feira, setembro 26, 2007
Para a Saneca
Gosto muito de ti e estás sempre comigo, estás sempre no meu coração.
FRIENDS AND LOVERS
What would you say if I told you
I've always wanted to hold you?
I don't know what we're afraid of
Nothing would change if we made love
CHORUS'
so I'll be your friend
And I'll be your lover
Well, I know in our hearts we agree
We don't have to be one or the other
Yes, it's a chance that we're taking
And somebody's heart may be breaking
But we can't stop what's inside us
Our love for each other will guide us
CHORUS
I've been through you
And you've been through me
Sometimes a friend is the hardest to see
We always know when it's laid on the line
Nobody else is as easy to find
So I'll be your friend
And I'll be your lover
Well, I know in our heart we agree
We don't have to be one or the other
Other
sábado, setembro 22, 2007
sexta-feira, setembro 21, 2007
terça-feira, setembro 18, 2007
Luta pela sobrevivência
Está tão fixe que não podia deixar de partilhar convosco.
segunda-feira, setembro 17, 2007
TOP10
1.º Nightswimming - R.E.M.
2.º Creep - Radiohead
3.º Into my Arms - Nick Cave
4.º Dreamer - Dinand
5.º At my most Beautiful - R.E.M.
6.º Bullet For My Valentine - All These Things I Hate
7.º Danúbio Azul - Strauss
8.º Where is my Mind - Pixies
9.º Life on Mars - David Bowie
10º Stand By Me - Oasis
sábado, setembro 15, 2007
quinta-feira, setembro 13, 2007
Adeus Becas
domingo, agosto 19, 2007
O campeonato que começa
Corria a temporada de 1958/59 e na última jornada os 4 grandes do futebol (sim, porque nos anos 50 os grandes eram 4 e não 3) estavam em igualdade pontual. Cotoviense, Arronchonense, Fartavaquense e Castanheirense tinham igual número de pontos, mas o Cotoviense liderava por ter o melhor goal-average. Na terminal jornada o Cotoviense defrontava o Fartavaquense, o Castanheirense ía ao campo do Juncal de Cima e o Arrochonense deslocava-se ao campo do último classificado, o Farna Galega.
No fim o Fartavaquense sagrou-se campeão depois de um golo fantástico do seu ponta-de-lança, Fernando Fialho. Após receber a bola a meio campo, Fernando Fialho passou a Juca Juscelino que fintou 4 adversários, devolveu a Fernando Fialho, que estava à entrada da área, este rodeado de defesas, endossa a bola a Olavo Coelho que após dar um nó cego a Carlos Táta, defesa do Cotoviense, põe a bola junto à linha de canto, onde Fernando Fialho se encontrava. Após desembaraçar-se de 1 defesa, Fernando Fialho vira-se de costas para a baliza e de calcanhar, desde a marca de canto, bate o guarda-redes do Cotoviense, Valentim Miguel...
No fim a classificação da 1ª divisão portuguesa foi a seguinte (haviam 4 voltas no campeonato):
1º Fartavaquense - 88 pts
2º Arronchonense - 86 pts
3º Castanheirense - 86 pts
4º Cotoviense - 85 pts
5º Pegarinhosense - 81 pts
6º Atlético de Carrapatelo - 79pts
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7º F. C. Monte Picamilho - 79 pts
8º Sporting C. P. - 77 pts
9º Sport Lamardonda e Benfica - 76 pts
10º Filha Boa - 70 pts
11º S. L. Benfica - 68 pts
12º Olivença - 66 pts
13º Quinta do Simão Marques - 65 pts
14º Ribeira de Pedrulhos - 63 pts
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15º F.C. Porto - 60 pts
16º Burneirense - 58 pts
17º Juncal de Cima - 23 pts
18º Farna Galega - 4 pts
Tempos fabulosos



